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TRT e MPT discutem soluções diante de possíveis demissões na Braskem

Encontro foi solicitado pelos trabalhadores da empresa, diante da preocupação com o encerramento de contratos; informações apuradas na reunião serão inseridas em levantamento do MPT sobre circunstâncias que envolvem o meio ambiente de trabalho da empresa

Maceió/AL – OTribunal Regional do Trabalho (TRT), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e empregados da Braskem discutiram, em reunião na última quarta-feira, 10, no TRT, a busca por soluções diante da possibilidade de finalização das atividades da petroquímica em Alagoas. O encontro foi solicitado pelos trabalhadores da empresa, diante da preocupação com o encerramento de contratos e possíveis demissões.

Responsável pelas investigações do caso Pinheiro no Ministério Público do Trabalho, a procuradora Rosemeire Lobo afirmou que as informações apuradas na reunião serão inseridas em um levantamento do MPT sobre as circunstâncias que envolvem o meio ambiente de trabalho da Braskem, especificamente relacionadas à saúde física e mental dos trabalhadores e empregados terceirizados.

Encontro foi solicitado pelos trabalhadores da empresa, diante da preocupação com o encerramento de contratos (Rafael Maia/Ascom MPT)
Encontro foi solicitado pelos trabalhadores da empresa, diante da preocupação com o encerramento de contratos (Rafael Maia/Ascom MPT)

As demandas repassadas pelos empregados também serviram para atualização de informações sobre uma possível demissão em massa anunciada para dezembro, segundo o Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plásticos nos Estados de Alagoas e Sergipe (Sindipetro AL/SE). Segundo o sindicato, a Braskem possui, atualmente, cerca de 2 mil empregados em Alagoas, entre diretos e indiretos.

A preocupação com possíveis demissões na Braskem é uma das consequências socioeconômicas desencadeadas pelas rachaduras que afetam os bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro, em Maceió. Além de um possível prejuízo para os empregados da petroquímica, outra preocupação do MPT é com a manutenção de empregos nos bairros afetados pelas rachaduras.

“Até agora, atuamos para manter a empregabilidade nos bairros afetados, por meio de um trabalho conjunto que garantiu benefícios fiscais a empreendedores das regiões. A nossa preocupação é manter os estabelecimentos funcionando para garantirmos empregos”, ressaltou Rosemeire Lobo ao falar das ações realizadas pelo MPT para minimizar os prejuízos sociais e econômicos nos bairros.

Durante a reunião, a presidente do TRT de Alagoas, desembargadora Anne Fischer Inojosa, se colocou à disposição para marcar uma reunião com o governador Renan Filho para tratar das consequências diante do possível encerramento da Braskem no estado.

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