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“A Rede vai à Praça” leva serviços, cidadania e diálogo ao Vergel do Lago

MPT participa de iniciativa facilitando a inserção de adolescentes e jovens vulneráveis em vagas de aprendizagem profissional

Maceió/AL - O Ministério Público do Trabalho (MPT), o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) realizaram, nesta sexta-feira (17), a 1ª edição do projeto “A Rede vai à Praça”, por meio do MP Comunitário, levando serviços, atendimentos e ações educativas à população do Vergel do Lago, em Maceió. A iniciativa, que contou com a parceria de diversos órgãos públicos e entidades, teve como objetivo aproximar ainda mais MPs e DPE da comunidade, escutar as demandas locais e fortalecer o exercício da cidadania. 

Durante a ação, foram oferecidos serviços de orientação jurídica e do Sesc e Senac, aferição de pressão arterial e glicemia, atendimentos médicos, além de oficinas de costura à mão, ações de educação ambiental e cadastro no CadÚnico, dentre outros. O evento reuniu ainda apresentações culturais das marisqueiras da região e de um grupo de Guerreiro.

Equipe do MPT recebeu interessados em vagas de aprendizagem profissional para adolescentes e jovens vulneráveis. (Foto: Anderson Macena)
Equipe do MPT recebeu interessados em vagas de aprendizagem profissional para adolescentes e jovens vulneráveis. (Foto: Anderson Macena)

O Ministério Público do Trabalho participou da ação facilitando a inserção de adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade e risco social em vagas de aprendizagem profissional, por meio do “Projeto Contrate!”, de autoria da procuradora Cláudia Soares.

“Estamos aqui nessa ação concreta, dialógica, de proximidade com a sociedade, para escutar os anseios da comunidade e atuar de forma articulada. O MPT trouxe o Contrate! para cadastrar adolescentes e jovens e oferecer oportunidades reais de transformação”, destacou a procuradora do Trabalho.

De acordo com a promotora de Justiça Alexandra Beurlen, coordenadora do MP Comunitário, a proposta do evento foi integrar instituições e levar o Estado para mais perto da população. “O Ministério Público Comunitário hoje esteve no Vergel de Lago com o projeto A Rede Vai à Praça. É um projeto que tem a intenção de unir todas as instituições que têm como dever o atendimento da população, a prestação de serviços, a educação por direitos e fazer um esforço de construção de cidadania conjunto”, explicou ela.

Diversos serviços foram oferecidos à população presente na 1ª edição do projeto “A Rede vai à Praça”. (Foto: Anderson Macena)
Diversos serviços foram oferecidos à população presente na 1ª edição do projeto “A Rede vai à Praça”. (Foto: Anderson Macena)

O procurador da República Bruno Lamenha destacou a importância da integração entre os órgãos: “É muito relevante a gente ter esses momentos em que o poder público junta esforços entre diferentes instituições para fazer com que as pessoas possam ter acesso a seus direitos básicos. A gente espera que esse tipo de iniciativa possa se realizar cada vez mais, e o MPF estará sempre à disposição para ajudar os parceiros”, garantiu ele.

A Defensoria Pública do Estado, por sua vez, levou serviços de assistência jurídica gratuita e participou da roda de conversa com representantes das instituições parceiras e da comunidade. “É uma parceria com o Ministério Público, especialmente com o MP Comunitário, e a Defensoria está aderindo a esse projeto lindo. Temos uma série de serviços sendo oferecidos, com o apoio do Sesc, Senac e outras instituições. Também estivemos na roda de conversa com as marisqueiras e os moradores para ouvir suas demandas e fortalecer o diálogo”, explicou o defensor público Isaac Couto.

Apresentações culturais das marisqueiras da orla lagunar e de um grupo de Guerreiro encantaram público. (Foto: Anderson Macena)
Apresentações culturais das marisqueiras da orla lagunar e de um grupo de Guerreiro encantaram público. (Foto: Anderson Macena)

Mediação de conflitos

A ação também contou com mediações comunitárias e serviços que facilitam o acesso a documentos básicos, como segunda via de certidões e encaminhamentos para registro civil. Para Eugênia Cavalcante, mediadora do MP Comunitário, essas iniciativas fazem diferença na vida das pessoas.

“O impacto do MP Comunitário aqui na comunidade é muito grande, porque oferece serviços que as pessoas hipossuficientes não têm acesso com facilidade. Além disso, realizamos mediações para resolver conflitos de forma pacífica e acessível”, destacou.

Em mais uma atuação conjunta, MPs e DPE facilitaram a prestação dos serviços jurídicos à comunidade da orla lagunar de Maceió, por meio do MP Comunitário. (Foto: Anderson Macena)
Em mais uma atuação conjunta, MPs e DPE facilitaram a prestação dos serviços jurídicos à comunidade da orla lagunar de Maceió, por meio do MP Comunitário. (Foto: Anderson Macena)

Moradores do Vergel aprovaram a iniciativa. O advogado José Adelmo Cavalcante, que acompanhou uma amiga no evento, destacou o alcance social do projeto: “É uma ação valiosa. Aproveitei para aferir a pressão e fazer o teste de glicemia. Espero que o projeto se repita com frequência nas comunidades que mais precisam desse tipo de serviço”, comentou o morador do bairro.

Com informações da Ascom MPAL.

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