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Agosto Lilás: procurador do MPT/AL fala sobre impactos do assédio a mulheres no meio ambiente de trabalho

Em seminário realizado no TRT/AL, Rodrigo Alencar destacou convenção da OIT que conceitua violência e assédio

Maceió/AL – O procurador do Trabalho Rodrigo Alencar foi um dos palestrantes convidados do seminário que o Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (TRT/AL) realizou na sexta-feira (23) passada em alusão ao Agosto Lilás, campanha de conscientização e ao combate à violência contra a mulher Na ocasião, o representante do Ministério Público do Trabalho em Alagoas (MPT/AL) falou sobre assédio moral, assédio sexual e discriminação no meio ambiente laboral. 

A palestra do procurador do MPT/AL teve como tema o “Assédio moral, sexual e discriminação no mundo do trabalho, sob a perspectiva de gênero”. Em sua apresentação, Rodrigo Alencar abordou espécie de assédio sob a perspectiva de gênero. Ele também discorreu sobre os efeitos psicológicos causados a vítimas de casos concretos recentemente denunciados, que tiveram ampla repercussão em âmbito nacional.

O procurador destacou que a Convenção nº 190 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) concebe que o termo “violência e assédio” no mundo do trabalho refere-se a um conjunto de comportamentos e práticas inaceitáveis ou de ameaças, de ocorrência única ou repetida, que visem, causem, ou sejam suscetíveis de provocar dano físico, psicológico, sexual ou econômico.

Procurador Rodrigo Alencar apresentou convenção da OIT que conceitua violência e assédio no meio ambiente de trabalho (Foto: Ascom/TRTAL)
Procurador Rodrigo Alencar apresentou convenção da OIT que conceitua violência e assédio no meio ambiente de trabalho (Foto: Ascom/TRTAL)

Mais palestras

A palestra que deu início ao seminário falou de “Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar: Rede de Proteção”. Sua abordagem ficou por conta da gerente de articulação e políticas de ação da Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh), Martha Cardoso.

Na ocasião, a facilitadora explicou quais são os principais objetivos das ações da rede de enfrentamento e destacou como são feitos o monitoramento, a atualização e as capacitações das equipes técnicas, bem como esclareceu como ocorre o fluxo de atendimento e quais são os serviços ofertados. 

Segundo ela, a violência contra a mulher é um problema muito complexo e a constituição da rede de enfrentamento busca dar conta da complexidade desse tipo de violência e de seu caráter multidimensional, que perpassa diversas áreas, tais como saúde, educação, segurança pública, assistência social, justiça, cultura, entre outras. 

A última palestra, “Acompanhamento Psiquiátrico/Psicológico para o Bem-Estar da Mulher em Face da Violência”, foi conduzida pelas servidoras do TRT/AL, Renata Simplício, médica psiquiatra, e Camilla Queiroz, psicóloga. Elas expuseram como se dá esse tipo de ciclo de violência, que segue o seguinte fluxo: tensão crescente, incidente de violência, “lua de mel” e período de trégua.

Em seguida, as palestrantes chamaram atenção para a importância de se quebrar os principais mitos relacionados ao problema. São eles: a violência só acontece na classe baixa; se a mulher não sai do relacionamento, é porque gosta de sofrer; a violência doméstica é um problema privado e deve ser resolvida em casa; as vítimas de violência domésticas provocam sua ocorrência.

Desembargadores Marcelo Vieira e Vanda Lustosa prestaram homeangem ao representante do MPT (Foto: Ascom/TRTAL)
Desembargadores Marcelo Vieira e Vanda Lustosa prestaram homeangem ao representante do MPT (Foto: Ascom/TRTAL)

Ouvidoria da Mulher

A ação que aconteceu no auditório da Escola Judicial do TRT/AL também teve a finalidade de informar a magistradas, servidoras, advogadas, terceirizadas e demais usuárias sobre a atuação da Ouvidoria da Mulher do Regional Trabalhista. Segundo o Tribunal, trata-se de um espaço inovador de escuta ativa e orientação sobre questões relacionadas à igualdade de gênero, participação feminina e violência contra a mulher.

O desembargador-presidente o TRT/AL, Marcelo Vieira, enfatizou a importância de se fortalecer a rede de enfrentamento e enalteceu o papel da Ouvidora de Mulher do Regional. O magistrado ressaltou que esse canal de apoio é de extrema relevância para promover um ambiente mais seguro, igualitário e acolhedor para todas as mulheres.

Já a desembargadora Vanda Lustosa, ouvidora Regional e da Mulher no Tribunal, salientou a grande contribuição da Lei Maria da Penha e solicitou o engajamento cada vez maior de toda a sociedade em prol da causa. De acordo com a magistrada, mesmo com todos os esforços, o Brasil ainda continua ocupando o quinto lugar nas estatísticas de casos de violência registrados em âmbito mundial contra as mulheres. 

Com informações da Ascom do TRT/AL

 

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